quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PENSAMENTOS E HOMENAGENS



REQUIEM EM MEMÓRIA DO PINTOR MÁRIO AUGUSTO

"De chofre, alguém me disse:
-Morreu o Mário Augusto;
E fiquei triste, amigo,
Acreditando a custo
E recordando esse convívio antigo
Em que os dois conversámos de tudo
E até de Arte, da tua amante preferida,
Ainda, meses atrás,
Foras a minha casa
Levar-me um quadro teu
Que, no meu gabinete de trabalho,
É como que uma brasa
Acesa num fogão que se apagou;
Recordação vivaz
Da mão que o pintou
E alegremente vinha
Ao encontro da minha.
Lembrou-me a tua voz baixa e roufenha
Tua pupila azul,
O arcaboiço de rija construção
Mais a face sanguínea
Onde ninguém – concedo-
Podia adivinhar
A mão febril que te afastou tão cedo.

Depois pensei melhor;
E vi que, mais do que eu, tinhas ganhado
Em sair do refúgio
Desse teu coração, sempre ansioso
De voar, de voar
Para alcançar o ponto da partida,
E sempre, enfim, sujeito
Aos conflitos misérrimos da vida,
Para dentro do Imenso Coração
Que na margem de além do largo rio
Profundo e negro e frio
Acolhe com desvelo maternal
Aqueles que, como tu, amaram e sofreram
- quinhão cruel da dor universal.

Recebeste o baptismo, em feliz  hora,
Dos que a grandes efeitos se destinam
O teu sangue e teus nervos
Sentiram a beleza inspiradora.
Tu misturavas quatro ou cinco tintas
De grosseira matéria, opaca e gorda,
No oval da paleta envernizada;
E o opaco era etéreo e transparente
E o grosseiro era fluído e alvorecido,
Como em céu pluvioso
As hialinas cores do arco-íris.
E que o pincel, amigo bem-fadado,
Molhava-lo nos olhos,
Olhos do corpo e alma
- a tua alma infantil –
E na tua vontade insatisfeita.
Dentro dum mundo hostil
Que a outros nada diz,
Recolhido a outro mundo que criança,
Agora retraído, logo ousado,
Logo contemplativo e ensimesmado,
Assentaste arraiais
Num castelo de sonho
Onde outros sonhos eram almearas,
Torre de que só tu tinhas a chave;
Outras vezes, porém,
Armavas tenda em legendárias ilhas
Onde achavas estranhas maravilhas.
Eras como criança vã, que se entretém
A apanhar flores p’ra lhes sugar o mel
E a ver o mar numa pocinha de água
E barcos em bocados de papel.               

Tu, nascido em aldeia assoalhada,
De festões e verduras enfeitada
Serias um rapsodo da paisagem
Em que te era grato repousar
Os olhos, como um homem que os repousa
Na mulher entre todas preferida.
Ela dentro de ti se reflectia,
Fosse a réstea de sol sobre um casebre,
A volta de um atalho, um pátio alegre,
Um ribeiro cantante, a lua atrás dum cêrro,
A saudável aldeã, a horta, o cavador,
Um amoroso par, ruidosa romaria,
O voo duma abelha a procurar a flor
E um não sei quê secreto, e vago, e inexprimível,
Que o entendias tu, e mais ninguém sabia.
Tu amavas as árvores antigas,
Que dão fruto e frescura,
Companheiras e amigas
Vestidas de asas quando a primavera
Chega, e de frutos ao entrar do outono;
Tu amavas as árvores que enfeitam
Os campos, as estradas, as montanhas,
Umbrosas como as nuvens
E o profundo dos vales;
Tu, nas sombras nocturnas, recolhias
As notas fugidias
Do soturno gemer da alma das coisas,
Eterno Prometeu agrilhoado
Buscando libertar-se e ascender
À vida deslumbrante do além-ser…

Mas, a meio do caminho,
Chegara, finalmente a tua hora.
Viveras o teu dia… E, de mansinho,
Pé-ante-pé, foi-se-te a alma embora…
Não morreste: partiste
- quem fala aqui em morte? –
Os mortos não viajam, como tu
Viajaste entre esferas luminosas,
A infinita coorte
Das formas deslumbrante e singelas,
Até que, concluídas as idades,
Passarás mais além, que além delas.
Desceste, acaso, ao que é treva p’ra alguns,
Ou subiste do leito mortuário
À escala de Jacob, que leva as almas
À ciência absoluta da Verdade?
Tu foste iniciado
No segredo inviolado,
No sentido profundo, sigilar,
De que nenhum vivente nada sabe
E contemplaste a face nunca vista
Do construtor dos mundos.
Vives agora ao pé do Eterno Bem,
Onde não chegam os rumores da terra;
Escutas o pulsar do Universo
Que entre os vivos não ouve mais ninguém,
Que os sábios não penetram
E que pode moldar-se em prosa ou verso.


Tu, que nada sabias
E que tanto nos davas;
Tu, que nem sequer tinhas consciência
Do engenho que te coube,
Artista saudoso,
E por simples instinto, joeiravas
O trigo e a sizânia,
Invadiste ansioso
O vedado pomar dos sonhos belos
E tens aberto agora aos olhos deslumbrados
O livro universal dos sete selos.

E tu sentes-te bem
Dissolvido na bruma do Não-Ser
E queres dormir aí, no campo-santo
Humilde dessa aldeia,
Onde sorriste ao teu primeiro sol;
E tu sentes-te bem,
Tu, que foste um amigo
Da luz, da cor, do que é paixão e vida;
E tu sentes-te bem no grito eterno
Da Eterna Claridade,
Já ressequida a última saudade…

E agora, quando acaso conversares
Com os teus companheiros
De eterna glória e de silêncio eterno,
Daqueles que, como tu, interromperam
A mensagem um dia confiada,
Não te lembres do mundo, se ainda sentes
A fauna obscura que te morde os ossos;
Lembra-te só de nós, dos que te amaram
E que por ti conservam
Perpetuamente acesa
A lâmpada fiel da devoção;
E espera um pouco o pouco que nos resta
Para remir imperfeições e erros
E acabarmos de arrastar os ferros
Desta odiosa e iníqua servidão."


Cardoso Martha, em Requiem em Memória do Pintor Mário Augusto, in "Notícias da Figueira" - Figueira da Foz

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Mário Augusto, "cuja sensibilidade captava as radiações mais subtis das coisas simples, e nascera com o talento admirável de as exprimir com a graça imorredoira do desenho perfeito e com o sortilégio das tintas feiticeiras."

Joaquim de Carvalho, em "In Memoriam da Reabertura do Museu Municipal Dr. Santos Rocha", Figueira da Foz


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"... na rica e excelente camaradagem deste pintor discípulo de si mesmo, simples de maneiras, modesto no trato e orgulhoso da sua arte, dos seus quadrinhos que não vendia, remirando-se neles quando se deitava, erguendo-se de noite para os tornar a ver, apalpando-os, acariciando-os com ternura, por vezes, abandonando-os de pernas para o ar, sobre cadeiras e os móveis, em acessos de estranho sonanbulismo..."

Varela Aldemira, extraído de Mário Augusto: Exposição de Pintura: Homenagem Póstuma, Lisboa: SNBA, 1942

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CRONOLOGIA


1895 - Nasce a 23 de Junho, em Alhadas (povoação do concelho da Figueira da Foz)

1911/12 - Matricula-se na Escola de Belas Artes de Lisboa

1914 - Visita Madrid, durante 4 meses, onde frequenta os museus mais conceituados, como é o caso do Museu do Prado

1916/17 - Frequenta a Escola de Belas Artes do Porto

1920 - Participa pela primeira vez numa exposição - "17ª Exposição da SNBA" (inaugurada a 1 de Maio)-expondo dois dos seus primeiros quadros a óleo: Retrato de Mademoiselle M.A.F.P.(sua prima e futura mulher) e Retrato do Exmº. Sr. A.L.S.( seu tio, Augusto Lopes dos Santos) e logo obtém uma "Menção Honrosa"

1921 - Participa, no Salão Bobone, na "Exposição Fernando David - Varela Aldemira - Mário Santos. Pintura e Desenho". Aqui apresentou catorze trabalhos, que se distribuem pelo retrato e a figura, pela paisagem e a natureza-morta.

1922 - Participa também no Salão Bobone, na "Exposição de Pintura, Desenho, Pastel e Água-forte. Mário Reis - Varela Aldemira - Mário Santos", apresentando ao público doze óleos e seis pastéis.

1923 -Participa no Salão Bobone com o Retrato de Conceição Silva

1924 -  Participa na "21ª Exposição da SNBA" com o Retrato de Eugenio Correia, obtendo a "Medalha de 3ª classe"

1925 - Expõe o Retrato de Camilo Castelo Branco, na Livraria Ferreira
         - Participa na "5ª Exposição de Arte na Misericórdia do Porto", com 26 trabalhos
         - Participa na "22ª Exposição da SNBA", onde obtém a "Medalha de 2ª classe"
         - Viaja por Marrocos, Paris, Londres, Bruxelas e Espanha na companhia de amigos

1926 - Expõe na "23ª Exposição da SNBA", com obras associadas a aspectos de Alhadas, com destaque para a natureza-morta Abóboras e o Retrato de Mme.S.N.

1927 - Participa na "Exposição d'Arte no Museu João de Deus", obtendo Diploma e Medalha de Mérito
         - Participa na "V Exposição das Caldas da Rainha", onde obtém Medalha de Ouro e Diploma
         - Apresenta-se na "24ª Exposição da SNBA"

1928 - Expõe na "25ª Exposição da SNBA"

1930 - A 29 de Junho casa com Maria Augusta Franco Santos (sua prima)

1931 - É-lhe atribuída a "1ª Medalha" na "28ª Exposição da SNBA", graças ao Retrato do Pintor Conceição Silva.
        - A obra Raparigas da Minha Terra será adquirida pelo Estado para o Museu de Arte Contemporânea (Museu do Chiado)

1932 - Participa na "29ª Exposição da SNBA" com 6 trabalhos
        - Obtém bolsa de estágio pela Junta de Educação Nacional (iniciativa do Dr. José de Figueiredo), para frequentar centros de estudo no estrangeiro - em dois meses visita Paris, Londres, Bélgica (Bruxelas, Antuérpia e Gand) e Madrid.


1933 - Participa na "30ª Exposição da SNBA", com vários trabalhos, incluindo a obra O Latoeiro e impressões da viagem realizada no ano anterior.

1934 - Expõe na "31ª Exposição da SNBA"

1935 - Participa na "32ª Exposição da SNBA"
         - Expõe na "Exposição de Motivos de Lisboa"
 
1936 - Participa na "33ª Exposição da SNBA", com Izaura e O Tio Inácio.

1937 - Expõe na "1ª Exposição de Arte Retrospectiva"
         - Integra a "1ª Exposição de Pintura, Desenho e Aguarela" em Lourenço Marques (Maputo)

1938 - Participa no Salon de Arte do Estoril, onde obtém o 1º prémio com a obra Izaura

1939 - Expõe na "36ª Exposição da SNBA"

1940 - Participa no I Salão de Estética da Figueira da Foz
         -Está representado na  Inauguração do Museu Malhoa onde são expostas obras suas

1941 - Ganha o prémio Silva Porto com o retrato de Exma Senhora Condessa de Pinhel, na "38ª Exposição da SNBA". E obtém a medalha de 1ª classe no pastel com Retrato de minha mulher
         - Morre em Alhadas (18 de Agosto)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

GALERIA DE OBRAS

"Ora, em Mário Augusto, vão-se encontrar carros de bois, os tipos populares, as paisagens campesinas e ribeirinhas ou os seus trechos nas diferentes variantes.(...) As figuras e os tipos populares do seu país (...) pertencem ao reportório do artista. Igualmente as naturezas-mortas, frutos naturais e "saborosos" da mãe-terra, não podiam escapar à atenção da retina naturalista ar-livrista do pintor:" 

Maria Margarida Marques Matias, Mário Augusto - um pintor naturalista, in Mário Augusto (1895-1941): Catálogo, Museu Municipal Dr. Santos Rocha. Figueira da Foz, Câmara Municipal, 1996






Retrato de Joaquim Augusto dos Santos
Desenho a carvão sobre papel
675 x 510 mm
Assinado: Mario Augusto Santos
Datada: Alhadas / 1910
Col. Maria Elisa Santos Pestana, Alhadas




Retrato de António Augusto Gaspar
Desenho a carvão sobre papel
520 x 420 mm
Assinado: Mario A. dos Santos
Datado: 1911/ Alhadas
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz



Retrato de homem
Desenho a carvão sobre papel
600 x 485 mm
Assinado: Mario Augusto dos Santos, Alhadas
Datado: 1911
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz




Estudos de cabeças humanas com paleta isolada
Desenho a lápis e carvão sobre papel
155 x 155 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1914
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Estudo: aspecto de Madrid
Desenho a lápis sobre papel
215 x 160 mm
Não assinado
Datado: 25 de Março de 1914 
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Estudo de interior: sala de jantar
Desenho a carvão sobre papel
220 x 160 mm
Não assinado
Datado: 29 de Março de 1914
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Estudos vários: figuras humanas e cadeira
Desenho a lápis sobre papel
220 x 160 mm
Não assinado
Datado: Madrid / 28 de Abril de 1914
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Retrato de Maria Santos (Maranhas) - avó de Mário Augusto
Desenho a carvão sobre papel
640 x 495 mm
Assinado: M.Santos
Datado: Madrid Maio 1914
Col. particular



Eira da Sra. Maria
óleo sobre madeira
170 x 105 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: Alhadas 27-6-1915



Retrato de Ana Nunes Lemos
Desenho a carvão sobre papel
600 x 500 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: Lisboa 1915
Col. particular



Retrato de Guilhermina Barros Santos
óleo sobre papel
300 x 225 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: Alhadas 1915
Col. particular


Retrato de Caetana Santos
Desenho a carvão sobre papel
710 x 550 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 13-1-1916
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Retrato de João Braga
óleo sobre cartão
240 x 190 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1916
Col. particular

Retrato de Benvinda dos Santos Silva
Desenho a carvão sobre papel
550 x 440 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1917
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Canto do sr. Mário
óelo sobre tela
285 x 190 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1918
Col. particular

Retrato de José Maria Silva
Desenho a carvão sobre papel550 x 440 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1918
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Jardim da Estrela
óleo sobre madeira
230 x 300 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1919
Col. particular



Estudos de figuras humanas
Desenho a lápis sobre papel
215 x 160 mm
Assinado: M. Santos
Datado: Foz (9-6-1920
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha


Retrato de António Augusto Rebelo
Desenho a carvão sobre papel
650 x 500 mm
Assinado: Mário Augusto dos Santos
Datado: 1921
Col. particular



Retrato de Augusto Lopes dos Santos (sogro do artista)
óleo sobre tela
69 x 560 mm
Assinado: Mario Santos
Não datado
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Pátio
óleo sobre madeira
160 x 220 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1921
Col. particular

Retrato de Melle. M.C.S.
Desenho a pastel sobre papel
380 x 300 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1922
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha


Retrato do Mestre A. Conceição Silva
óleo sobre tela
460 x 380 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1923
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha

O Mercado da Ribeira
óleo sobre madeira
355 x 390 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1924
Col. Museu de Grão Vasco, Viseu



Retrato de Francisco Jorge Quadros
óleo sobre tela
600 x 500 mm
Assinado: Mario Santos
Datado: 1924
Col, Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Retrato do Pintor Carlos Moura
óelo sobre tela
610 x 500 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1924
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Várzea das Alhadas
óleo sobre madeira
240 x 160 mm
Não assinado
Não datado
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha






Retrato de Joaquim Quadros
Desenho a sépia sobre papel
440 x 320 mm
Assinado: Mario Santos
Não datado
Col. particular



Retrato de Virgínia Barros Santos
óleo sobre tela
340 x 280 mm
Assinado: Mario Santos
Não datado
Col. particular




Retrato de D.M.J. Conceição Silva
óleo sobre tela
840 x 770 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1925
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha




Retrato de Carlos Moura
Desenho a lápis sobre papel
190 x 140 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1925
Col. Museu de José Malhoa, Caldas da Rainha




Retrato de Fortunato A. Silva Nunes
Desenho a sépia sobre papel
610 x 500 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1926
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha




Rio Jamor
óelo sobre tela colada em cartão
314 x 197 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1926
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa





O Rio Jamor
óleo sobre tela colada em cartão
295 x 200 mm
Assinado: Mario Augusto
Datado: 1926
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa




Lavadeira
óleo sobre tela
375 x 245 mm
Assinado: Mario Augusto
Datado: 1927
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa




A Rapariga da bilha
óleo sobre madeira
370 x 295 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1927
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha




Maiorca
óleo sobre madeira
274 x 222 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1927
Col. Casa dos Patudos, Alpiarça



A couve
óleo sobre tela
510 x 410 mm
Não assinado
Não datado
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha



Raparigas das Alhadas
óleo sobre madeira
400 x 320 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1930
Col. Museu do Chiado, Lisboa





Barcarena
óelo sobre madeira
240 x 190 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1930
Col. Museu de José Malhoa, Caldas da Rainha



Casal da Várzea
óleo sobre cartão
285 x 370 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1931
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa




Estábulo
óleo sobre madeira
275 x 350 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1931
Col. Particular




Retrato do Pintor Conceição Silva
óleo sobre tela
660 x 800 mm
Não assinado
Não datado
Col. Museu de José Malhoa, Caldas da Rainha





À Tarde
óleo sobre cartão
300 x 395 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1932
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa




Alhadas
óleo sobre madeira
140 x 280 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1932
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa




Os cactos
óleo sobre madeira
270 x 140 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1932
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa




O Latoeiro
óleo sobre tela
620 x 460 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1932
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz




Londres (Charing Cross)
óleo sobre madeira
240 x 391 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: Londres 1932
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa





Paris (Rue de la Voie Verte)
óleo sobre madeira
245 x 220 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado:  Paris 1932
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa





A Fundição de Bronze
óleo sobre madeira
150 x 100 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1934
Col. particular




Miragem da Doca (Figueira da Foz)
óleo sobre madeira
405 x 330 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1934
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha





Alhadas
óleo sobre tela
320 x 410 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1935
Col. Galeria Antiks Design, Lisboa





Retrato de D. Florinda Santos
óleo sobre tela
1000 x 860 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1934
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha





Aveiro
óleo sobre madeira
104 x 154 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1935
Col. particular



Fonte Cainha
óleo sobre madeira
170 x 230 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1935
Col. particular




Izaura
óleo sobre tela
510 x 400 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1935
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha




Praia da Figueira da Foz
óelo sobre cartão
263 x 348 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1935
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa





Pátio da loja do António
óleo sobre madeira
125 x 200 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1937
Col. particular



O Arieiro
óleo sobre madeira
148 x 143 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1938
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa





Pátio da aldeia (Alhadas)
óleo sobre madeira
330 x 410 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1938
Col. Museu do Chiado, Lisboa





A Ribeira do Papel (Cacém)
óleo sobre madeira
540 x 360 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1938
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha





Couve-flor e fruto
óleo sobre madeira
230 x 175 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1939
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha





O pateo do Namora (Alhadas)
óleo sobre madeira
335 x 420 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1939
Col. particular




Retrato de José Manuel Cordeiro de Mattos
Desenho a pastel sobre papel
475 x 380 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1939
Col. particular




Retrato de Oliveira Salazar
óleo sobre tela
750 x 650 mm
Não assinado
Não datado
Col. Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa





Natureza morta
óleo sobre tela
245 x 330 mm
Assinado: MARIO A
Datado: 1940
Col. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa




Retrato da Exmaª Senhora Condessa de Pinhel
óleo sobre tela
1010 x 830 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1941
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha




Retrato de minha mulher
Desenho a pastel sobre papel
575 x 480 mm
Assinado: MARIO AVGVSTO
Datado: 1941
Col. Museu Municipal Dr. Santos Rocha





Alhadas
óleo sobre tela
660 x 1020 mm
Não assinado
Não datado
Col. particular



Auto-retrato
óleo sobre tela
850 x 620 mm
Não assinado
Não datado
Col. particular